Dos picos aos vales. Porque a minha história é a verdadeira JORNADA DO HERÓI

Essa é uma legitima história da jornada do herói.
Uma história que tem começo, um meio cheio de repertório e está caminhando para um final muito feliz.
Tem drama, tem alegria, mas principalmente SUPERAÇÃO.
Nesse final de semana (29 e 30/AGO/26), participei do evento VIVER DE MENTORIA do Jonas Kaz (@jonaskzk), em Cuiabá/MT e durante o evento que não é só sobre mentalidade abundante mas também sobre transformação, surgiu uma pergunta ao fazer uma dinâmica que bugou minha mente:
PORQUE EU SEMPRE IA PARA O DINHEIRO e quando estava indo bem quebrava e voltava para a cidade dos meus pais, mesmo que não dependendo deles, nem morando com eles?
Sai do evento, peguei a estrada para voltar para casa e a resposta veio durante o caminho.
Quebrar um padrão familiar não é para os fracos. Tem que ser forte, resiliente.
É preciso coragem demais para mudar o rumo de toda uma geração e as que vieram antes dela.
Certo, até aí tudo bem. Entendi então as provações que passei, mas ainda não entendia porque eu estava sempre fugindo e voltando para Tangará da Serra, uma cidade que não tinha a ver com o meu tão sonhado life style.
Durante esse evento, aconteceu uma dinâmica, em que era preciso fazer uma linha do tempo, e que vou apresentar agora:
Nasci em 88 no interior do Paraná. Na minha gestação, minha mãe teve que ser muito forte em me gestar quase que sozinha, pois meu pai trabalhava de dia e ia para outra cidade estudar Direito.
Ela sentia medo, era a época mais fria do Paraná, as arvores assoviavam com o vento, era uma casa afastada em uma cidade pequena e mais uma filha de 4 anos para cuidar.
Aos 5 anos vi meu pai pegar a gente e ir para outro estado, com a cara e a coragem abrindo o mato de MATO GROSSO.
Chegamos em Tangará da Serra/MT em 94 e meu pai foi um dos advogados pioneiros de uma cidade que atualmente se tornou um polo regional.
Eu herdei toda a força e bravura de pai e toda doçura e criatividade de mãe.
Meu pai, Advogado e corretor de imóveis e também pecuarista. Minha mãe, artesã, costureira e dona de casa, sempre atenciosa, criativa e corajosa.
Mas, essa história nunca foi sobre rejeição, nunca foi falta de amor.
Meus pais me deram as virtudes mais lindas que uma pessoa poderia receber, mas também fui extremamente exigida.
Foi com 13 anos que presenciei o primeiro vale da família. Meu pai, que havia construído seu império, se sentiu sozinho de amigos e parentes e largou tudo para trás. Pegou a família novamente para ir morar um pouco mais perto dos parentes de PR e SP, mudando para Três Lagoas/MS.
Em menos de um ano, saímos de Tangará, mudamos para Três Lagoas, Mudamos para Cuiabá e retornamos para Tangará da Serra.
Foi aí que vi o preço que se paga por uma emoção desregulada. Mas calma, eu estava longe de ter absorvido essa lição para mim.
Aos 17 quebrei o primeiro padrão familiar. Meu pai, irmã e cunhado eram advogados e tive que enfrentar meu pai para ser publicitária. O que na época não era visto com bons olhos, afinal, não era uma faculdade tradicional.
E numa cidade que na época não tinha faculdade de Publicidade, muito menos algo parecido com a área, abriu uma graduação em Marketing, que é claro embarquei rapidamente.
Aos 19 fui morar em Cuiabá para realizar o sonho de cursar de fato a faculdade de PUBLICIDADE, e foi aí que cheguei ao meu PRIMEIRO PICO.
Foram 9 anos morando na capital de Mato Grosso. Cresci, fiz outra graduação, ganhei prêmios, fui professora na UFMT , aumentei meu repertório com experiências de todos os tipos para minha carreira e para a vida.
Mas veja, o número 9 significa final de um ciclo. Infelizmente para mim o novo ciclo me levou para meu PRIMEIRO VALE. Fui assaltada em casa, tive síndrome do pânico e não recebi apoio como eu gostaria. Terminei o namoro, pedi demissão, e voltei para Tangará.
2018, acessei MEU SEGUNDO PICO, onde realizei o sonho de abrir uma agência de publicidade.
Dois anos depois, a pandemia veio e resolvi largar tudo para trás e fazer o mesmo movimento que vi meu pai fazer quando saiu da sua terra para ir para um lugar distante, desconhecido, sem rede de apoio, sem garantia de nada, sem conhecer ninguém. Então, seguindo esse mesmo exemplo, saí de Tangará da Serra/MT para Florianópolis/SC.
Vendi meu apartamento, peguei minhas gatas, o que dava para por dentro de um Mobi e vazei.
Foram 3 dias percorrendo 2.200 km sozinha.
Um ano e meio morando em Florianópolis.
Passei por muitas barras e bênçãos também.
Cai em golpes, perdi dinheiro.
Tive dificuldade em fechar contratos.
Aprendi muito sobre terapias holísticas e o universo da espiritualidade.
Mas, minha mente escassa me fez perder a cada mês a oportunidade de crescer em Floripa e precisei voltar de novo para o que para mim era meu VALE.... Tangará da Serra.
Percebeu a repetição do padrão?
E só hoje percebi que para Tangará da Serra não era o VALE, era na verdade, a busca de um porto seguro. Seguro para fazer dinheiro, seguro para receber amor.
Mesmo morando em casas diferentes, estar perto dos meus pais me dava uma pausa e principalmente fôlego para voltar para rota principal.
E qual era minha rota?
Era mais do que uma nova vida, morar na praia e sentir toda a magia de lá. Eu tinha convicção que lá estaria mais próxima do meu maior sonho: casar. Mas não era o sonho de um casamento convencional. Eu procurava pela versão de mim que também estava indo para o mesmo lugar. Um marido que me apoiasse nessa jornada, não para me carregar, nem para ir na frente, alguém da qual eu pudesse andar ao lado, como uma dupla evolutiva.
Passei anos da minha vida sozinha, esperando esse homem ideal e com isso me meti em muita furada, e também passei anos sem se relacionar com ninguém também.
Fiquei muitos anos vestindo a armadura do herói, por sobrevivência. E isso era cansativo mim, matava o feminino, matava a criatividade também. E é exatamente a criatividade a maior ferramenta da minha profissão. E era também essa despolarização que me afastava cada vez mais do meu sonho.
Eu não sabia receber o amor e por consequência também não sabia receber dinheiro.
Além disso, havia também um padrão na minha família, e acredito que é um padrão bem comum para muitas famílias descendentes de europeus. Famílias que não souberam expressar carinho e camuflavam seus medos na rigidez.
Todas as vezes que eu voltei para TANGARÁ tive que quebrar o orgulho.
Eu não queria demonstrar fraqueza, era rígida demais para assumir que no fundo, todas as vezes que voltei, eu queria na verdade colo.
Quebrar financeiramente era a representação de uma identidade quebrada, em cacos, precisando de um porto seguro, um lugar para recalcular a rota.
Há exatamente um mês, apresentei ao universo uma nova idade e identidade, completando 38 anos.
E há um mês entrei para a MENTORIA AVANÇADA do Jonas Kaz, um presente de aniversário que dei a mim mesma, para minha evolução.
Seus ensinamentos não me levaram apenas para uma nova identidade mas, para uma mentalidade abundante, destravando a versão de mim mais confiante e segura de si.
E o que eram ensinamentos on line, veio a oportunidade de presenciar de perto um evento com esse mentor.
No evento, teve uma dinâmica sistêmica, da qual senti TODA A FORÇA ANCENTRAL me preenchendo, um apoio vindo dos dois lados da família: pai e mãe.
A reflexão é que passei a vida toda achando que eu estava sozinha na jornada, mesmo acreditando em Deus. Mas a JORNADA DO HERÓI É SOZINHA MESMO!
Exige uma força que só se adquire no caminho, se movimentando, aprendendo com as alegrias e também com as provações.
AFINAL, PÉROLA SÓ É FEITA NA DOR. Cada pérola é o resultado de uma ostra que foi ferida por um grão de areia que entrou em seu interior. Uma ostra que não foi ferida não pode produzir pérolas.
Entendi que minhas gerações passaram por muitas dores, mas desbravaram todo esse caminho para eu chegar aqui e eu devo continuar, levando adiante essa FORÇA COMO LEGADO, quebrando os padrões e repetições, de maneira leve e criativa.
Agora, daqui do PICO, dá para ver melhor e enxergar as respostas que passei anos procurando:
Não preciso mais buscar fora a força que sempre esteve aqui dentro.
O homem da minha vida também está me buscando em algum lugar no TOPO.
Ser abundante não é só receber dinheiro, e sim tudo o que o universo tem a seu favor e é seu direito, e isso inclui amor. Basta não bloquear o fluxo natural da vida.
PERMITA-SE RECEBER! O dinheiro, O AMOR, o reconhecimento e a alegria que você tão generosamente entrega ao mundo, o universo está há muito tempo, tentando DEVOLVER à você!


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